Cinco municípios sergipanos não atualizaram o piso salarial dos professores

Cinco municípios sergipanos não atualizaram o piso salarial dos professores

No início deste ano, o Governo Federal determinou um reajuste de 33,24% no piso salarial dos professores da educação básica de todo o país para 2022. Com isso, o valor do salário do magistério passou de 2.886 reais para 3.845,62.

Pela Lei do Magistério, o reajuste de professores é atrelado ao chamado valor por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), definido pelo Ministério da Educação, com base na inflação.

Em Sergipe, nem todos os municípios estão de acordo com a legislação, conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica de Sergipe (Sintese) ao F5 News. Das 74 redes municipais filiadas ao sindicato, somente 31 negociaram a atualização do piso.

De acordo com o Sintese, cinco municípios - Canindé de São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Aquidabã, Barra dos Coqueiros e Itabaianinha - ainda não fizeram esse reajuste. Os demais estão em processo de negociação.

O F5 News entrou em contato com as Secretarias de Educação dos referidos municípios.
 
Segundo a Secretaria de Educação da Barra dos Coqueiros, a Prefeitura vem adotando medidas para melhorar a arrecadação de receitas, diminuir o endividamento público e os gastos, com o objetivo de criar condições favoráveis para atender o pleito de aumento de 33,24% sobre a remuneração dos professores, o mais breve possível. 

Também foi informado que, no município, um professor com nível superior e carga horária similar a 200h recebe o piso de 4.040,62 reais, valor que ultrapassa o piso nacional. 

A Secretaria de Educação de Itabaianinha informou que está em processo de adequação à legislação federal. Em abril, foi publicada Lei municipal que determinou o reajuste de 50% do valor atualizado, que passou a ser pago em maio. Em setembro, a outra metade do valor será reajustada, cumprindo os 33,24% de reajuste do piso.

O portal aguarda retorno das Secretarias de Educação de Canindé, Aquidabã e Nossa Senhora da Glória.

O Sintese afirmou que sempre busca o diálogo por meio de ofícios enviados a todos os municípios e ao Governo de Sergipe, a fim de cobrar o cumprimento da Lei e evitar que ocorram prejuízos financeiros aos professores e professoras do estado.

Fonte: F5News